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Desenvolvimento · Genética

Esclerose tuberosa e o BPC/LOAS

Esclerose tuberosa com epilepsia refratária e/ou déficit intelectual tem aprovação quase garantida no BPC — condição genética multissistêmica sem cura.

BPC Deficiente✅ ElegívelElegível — condição genética com epilepsia refratária e déficit intelectual
Base legalLei 8.742/1993 (LOAS) · LBI 13.146/2015
Benefícios possíveisBPC · Apos. por deficiência
ImpedimentoPermanente (genético)

CID e CIF — as duas classificações que decidem o seu BPC

CID-10 — o diagnóstico
Q85.1
Esclerose tuberosa

O laudo deve incluir o diagnóstico clínico ou genético (TSC1/TSC2), as manifestações presentes (epilepsia, déficit intelectual, tumores) e o impacto funcional.

CIF — a funcionalidade
O que a avaliação social do INSS examina:
  • Funções do sistema nervosoEpilepsia refratária — espasmos infantis, crises focais e drop attacks frequentes
  • Funções intelectuaisDéficit intelectual em 50-70% dos casos — de leve a grave
  • Comportamento e socializaçãoComportamentos do espectro autista em 25-50% dos casos
  • Funções renais e pulmonaresAngiomiolipomas renais e linfangioleiomiomatose pulmonar nas formas mais graves

A perícia médica confirma o CID (diagnóstico); a avaliação social mede o CIF (impacto funcional). É a combinação dos dois que garante o direito ao BPC.

O que é esclerose tuberosa

A esclerose tuberosa (ET) é uma doença genética autossômica dominante causada por mutações nos genes TSC1 ou TSC2. Causa crescimento de tumores benignos em múltiplos órgãos. No sistema nervoso, forma tubérculos corticais que causam epilepsia e déficit intelectual.

Aproximadamente 85% dos pacientes têm epilepsia, 50-70% têm déficit intelectual e 25-50% têm comportamentos do espectro autista. A combinação de epilepsia refratária + déficit intelectual é muito frequente.

Esclerose tuberosa com epilepsia refratária + déficit intelectual + comportamento autístico é um dos casos mais fortes para BPC — três condições incapacitantes simultâneas, todas permanentes.

Documentos necessários

  • Laudo de neurologista ou neuropediatraDeve incluir: manifestações presentes, frequência de crises epilépticas, tratamentos antiepilépticos tentados e impacto funcional.
  • Teste genético (TSC1/TSC2)Identifica a mutação específica — reforça o diagnóstico e o caráter permanente da condição.
  • Avaliação psicológica com QIDocumenta o déficit intelectual quando presente — importante para fundamentar o BPC.
  • CadÚnico atualizadoRenda per capita ≤ 1/4 do salário mínimo de todos os moradores.

Erros que levam à negativa

  • Esclerose tuberosa sem epilepsia e sem déficit intelectual — probabilidade menor
  • Laudo sem descrição da frequência das crises e sem avaliação cognitiva
Com epilepsia refratária e déficit intelectual documentados, a negativa é praticamente impossível de sustentar. Se ocorrer, recorra imediatamente com os laudos.

Será que você tem direito?

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Conteúdo informativo do Portal do BPC · CarlosCostaPrev — Especialista Previdenciário · Irajá/RJ · (21) 96423-8080
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individual do seu caso.