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Desenvolvimento · Congênita

Espinha bífida e o BPC/LOAS

Espinha bífida com mielomeningocele — especialmente com sequelas motoras e urológicas — é uma das condições com direito mais sólido ao BPC desde o nascimento.

BPC Deficiente✅ ElegívelCondição congênita com sequelas permanentes — aprovação bem reconhecida
Base legalLei 8.742/1993 (LOAS) · LBI 13.146/2015
Benefícios possíveisBPC · Apos. por deficiência
ImpedimentoPermanente (congênito)

CID e CIF — as duas classificações que decidem o seu BPC

CID-10 — o diagnóstico
Q05
Espinha bífida

O laudo deve especificar o tipo (mielomeningocele, meningocele) e o nível da lesão (cervical, torácico, lombar, sacral). Confirmado na perícia médica do INSS.

CIF — a funcionalidade
O que a avaliação social do INSS examina:
  • Funções neuromuscularesParaplegia ou paresia de membros inferiores conforme o nível da lesão medular
  • Funções urinárias e intestinaisBexiga e intestino neurogênicos — necessidade de sondagem vesical intermitente e manejo intestinal
  • Mobilidade e locomoçãoUso de cadeira de rodas, órteses (KAFO, AFO) e necessidade de adaptações para deslocamento
  • AutocuidadoGrau de dependência para higiene, vestuário e atividades diárias — varia com o nível da lesão

A perícia médica confirma o CID (diagnóstico); a avaliação social mede o CIF (impacto funcional). É a combinação dos dois que garante o direito ao BPC.

O que é espinha bífida

A espinha bífida é um defeito congênito do tubo neural que ocorre quando a coluna vertebral não fecha completamente durante o desenvolvimento fetal. O tipo mais grave — mielomeningocele — envolve a herniação da medula espinhal e suas membranas, causando sequelas neurológicas permanentes abaixo do nível da lesão.

As sequelas incluem: paralisia de membros inferiores, bexiga neurogênica, intestino neurogênico, hidrocefalia (frequentemente associada) e problemas ortopédicos. O BPC pode ser solicitado desde o nascimento.

Espinha bífida tipo mielomeningocele com paraplegia e bexiga neurogênica configura claramente incapacidade permanente. O BPC pode — e deve — ser solicitado logo após o diagnóstico.

Documentos necessários

  • Laudo de neurocirurgião ou neurologista pediátricoDeve especificar o tipo de espinha bífida, o nível da lesão, as sequelas presentes e o grau de comprometimento funcional.
  • Relatório de urologia pediátricaSe há bexiga neurogênica, documenta a necessidade de sondagem e o manejo urológico contínuo.
  • Relatório de fisioterapiaDescreve o grau de mobilidade, uso de cadeira de rodas ou órteses e as limitações funcionais nos membros afetados.
  • Laudo de imagem da colunaRessonância magnética ou tomografia que documentam a extensão da lesão medular.
  • CadÚnico atualizadoRenda per capita ≤ 1/4 do salário mínimo de todos os moradores.

Erros que levam à negativa

  • Não apresentar relatório urológico quando há bexiga neurogênica — é uma das sequelas mais importantes
  • Laudo genérico sem especificação do nível da lesão e das sequelas funcionais atuais
  • Aguardar a fase escolar ou adulta — o BPC pode ser solicitado desde o nascimento
Com mielomeningocele e paraplegia documentada, a negativa do INSS é rara. Se ocorrer, recorra com os laudos de neurocirurgia e urologia — reversão quase certa.

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Condições relacionadas

Conteúdo informativo do Portal do BPC · CarlosCostaPrev — Especialista Previdenciário · Irajá/RJ · (21) 96423-8080
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individual do seu caso.