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Desenvolvimento

Paralisia cerebral e o BPC/LOAS

Disfunção motora e cognitiva de origem cerebral, manifestada na infância.

BPC Deficiente✅ ElegívelIncapacidade motora permanente e documentável
Base legalLei 13.146/2015 (LBI)
Idade mínimaQualquer (geralmente desde a infância)
Duração do impedimentoPermanente

CID e CIF — as duas classificações que decidem o seu BPC

CID-10 — o diagnóstico
G80
Paralisia cerebral

O código que deve aparecer no laudo médico. Confirmado na perícia médica do INSS.

CIF — a funcionalidade
O que a avaliação social do INSS examina:
  • Funções neuromusculoesqueléticasTônus muscular, coordenação motora, controle de movimentos
  • Mobilidade e locomoçãoCaminhar, transferir-se, usar cadeira de rodas ou órteses
  • ComunicaçãoFala, uso de comunicação alternativa e aumentativa (CAA)
  • AutocuidadoHigiene, alimentação e vestuário com dependência variável

A perícia médica confirma o CID (diagnóstico); a avaliação social mede a CIF (impacto funcional). É a soma dos dois que garante o direito ao BPC.

O que é Paralisia cerebral

A Paralisia Cerebral (PC) é um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, causadas por uma lesão não-progressiva no cérebro em desenvolvimento (antes, durante ou logo após o parto).

Apesar da lesão cerebral não progredir, suas consequências evoluem — contraturas, deformidades, dor, complicações respiratórias. A pessoa com PC frequentemente precisa de apoios contínuos durante toda a vida.

PC como deficiência reconhecida

A PC se enquadra na definição de deficiência da LBI sem qualquer dificuldade — é, por natureza, um impedimento de longo prazo (vitalício) de natureza física e/ou intelectual. O BPC é praticamente certo desde a confirmação do diagnóstico, faltando apenas a comprovação de renda familiar.

Paralisia cerebral é deficiência permanente. Pedido pode ser feito a qualquer idade.

Documentos necessários

  • Laudo neurológico ou pediátrico com CID G80Especificando o tipo (espástica, atáxica, discinética, mista) e o nível funcional motor grosso (GMFCS de I a V).
  • Relatórios terapêuticos contínuosFisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, equoterapia — comprovam a necessidade permanente de reabilitação.
  • Relatório escolar ou de inclusãoSe em idade escolar, descreve os apoios da AEE.
  • Receitas de medicação e órtesesAnticonvulsivantes, miorrelaxantes, AFOs, cadeira de rodas — mostram apoios.
  • CadÚnico + comprovantes de rendaEm nome do responsável legal.

Como é a perícia do INSS

A perícia para PC é geralmente tranquila no aspecto médico — o diagnóstico é claro e o impacto, visível.

O foco é entender o nível funcional: a pessoa caminha sozinha? Com apoio? Usa cadeira de rodas? Precisa de ajuda para vestir, comer, higiene?

Leve relatos concretos do dia a dia — quem ajuda, em quê, por quanto tempo.

Erros que fazem o INSS negar

  • Não especificar o GMFCS (classificação funcional motora)
  • Apresentar só laudo, sem relatórios terapêuticos
  • Não declarar que um dos pais teve que parar de trabalhar para cuidar
  • CadÚnico em nome da pessoa com PC (precisa ser do responsável)
  • Esquecer relatórios escolares quando aplicável

E se o BPC for negado?

Negativas para PC são raras quando o GMFCS está em III, IV ou V. Em casos mais leves (GMFCS I-II), pode haver discussão — vale a pena recorrer com avaliações funcionais detalhadas.

Como aumentar as chances de aprovação

Independente da condição, estas 6 estratégias aumentam significativamente as chances de aprovação no BPC — baseadas no estudo de padrões de negativa e reversão no INSS:

  • 1Documentação completa com CID e impacto funcional — Laudos com diagnóstico, como a doença afeta atividades diárias, trabalho e relações sociais.
  • 2Comprovação de tratamentos continuados — Histórico de fisioterapia, medicações, internações e afastamentos demonstra cronicidade.
  • 3Relatório de impacto social — Documento descrevendo como a condição limita autonomia, trabalho, estudo e vida familiar.
  • 4Preparação para a perícia — Levar documentos organizados, medicamentos, receitas e explicar ao perito as limitações reais do dia a dia.
  • 5Associar múltiplas patologias — Se há mais de uma doença, documentar todas e identificar a principal. O INSS avalia o quadro geral.
  • 6Recurso com advogado previdenciário — Se negado, recorra em 30 dias. Via administrativa (JR → CRPS) ou judicial. A maioria das negativas indevidas é revertida.
📋 Portaria 37/2026: A nova portaria eliminou a negativa automática por "grau leve". O INSS agora analisa o impacto funcional real no cotidiano — documente o que você não consegue fazer, não apenas o diagnóstico.

Será que você tem direito?

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Conteúdo informativo do Portal do BPC · CarlosCostaPrev — Especialista Previdenciário · Irajá/RJ · (21) 96423-8080
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individual do seu caso.