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Desenvolvimento

Síndrome de Down e o BPC/LOAS

Trissomia do cromossomo 21 — direito reconhecido por lei desde o nascimento.

BPC Deficiente✅ ElegívelDireito reconhecido desde o nascimento, sem contestação
Base legalLei 13.146/2015 (LBI)
Idade mínimaQualquer
Duração do impedimentoDesde o nascimento

CID e CIF — as duas classificações que decidem o seu BPC

CID-10 — o diagnóstico
Q90
Síndrome de Down (trissomia 21)

O código que deve aparecer no laudo médico. Confirmado na perícia médica do INSS.

CIF — a funcionalidade
O que a avaliação social do INSS examina:
  • Funções intelectuaisAprendizagem, resolução de problemas, atenção e memória
  • Linguagem e falaExpressão oral, compreensão e desenvolvimento da comunicação
  • AutocuidadoHigiene, alimentação, vestir-se com supervisão ou apoio
  • Atividades educacionaisSuporte escolar, sala de recursos, AEE

A perícia médica confirma o CID (diagnóstico); a avaliação social mede a CIF (impacto funcional). É a soma dos dois que garante o direito ao BPC.

O que é Síndrome de Down

A Síndrome de Down é uma condição genética causada pela trissomia do cromossomo 21. Ela acompanha a pessoa por toda a vida e está associada a graus variados de deficiência intelectual, além de características físicas específicas e maior incidência de condições clínicas associadas (cardíacas, tireoidianas, oftalmológicas).

Para fins de BPC, a Síndrome de Down é deficiência reconhecida sem necessidade de comprovação caso a caso — o que precisa ser comprovado é a renda familiar.

Lei Brasileira de Inclusão e o BPC

A LBI (Lei 13.146/2015) consolidou o conceito de pessoa com deficiência adotado pela Convenção da ONU. A Síndrome de Down se enquadra perfeitamente no critério: impedimento de longo prazo de natureza intelectual que, em interação com barreiras sociais, obstrui a participação plena. Não há prazo mínimo de 2 anos a observar — a condição é genética e permanente.

Síndrome de Down é deficiência permanente. O direito existe desde o nascimento.

Documentos necessários

  • Cariótipo (exame genético)Confirma a trissomia 21. Feito normalmente nos primeiros meses de vida — solicite cópia no laboratório se não tiver.
  • Laudo médico com CID Q90Emitido por pediatra, geneticista ou neurologista. Deve descrever comorbidades (cardiopatia, hipotireoidismo, etc) quando presentes.
  • Relatórios terapêuticosFonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, psicopedagogia — descrevendo a frequência e o impacto funcional.
  • Relatório escolar (se em idade escolar)Da AEE ou escola regular, com descrição de apoios e adaptações necessárias.
  • CadÚnico atualizado + comprovantes de rendaCadÚnico em nome do responsável legal. Comprovantes de renda de todos os moradores da casa.

Como é a perícia do INSS

Para crianças e adolescentes com SD, a perícia é geralmente tranquila no aspecto clínico — o cariótipo encerra a discussão sobre deficiência.

O peso real está na avaliação social: o que a criança consegue fazer sozinha, que apoios precisa, qual o impacto na rotina da família (afastamento do trabalho de um responsável, gastos com terapias).

Leve um relato escrito da rotina diária. Esse documento, somado aos laudos, normalmente é decisivo.

Erros que fazem o INSS negar

  • Não levar o cariótipo — em casos raros, o INSS pede esse exame específico
  • CadÚnico desatualizado (mais de 2 anos sem revisão)
  • Não declarar pensão alimentícia recebida — entra na renda
  • Pedir BPC quando um dos pais já recebe outro benefício do INSS sem checar regras de cumulação
  • Não levar nenhum relatório terapêutico recente

E se o BPC for negado?

Negativa por "não configurar deficiência" para Síndrome de Down praticamente não se sustenta — o recurso administrativo costuma reverter. Negativas por renda exigem revisão da composição familiar (às vezes alguém da casa não devia entrar no cálculo).

Como aumentar as chances de aprovação

Independente da condição, estas 6 estratégias aumentam significativamente as chances de aprovação no BPC — baseadas no estudo de padrões de negativa e reversão no INSS:

  • 1Documentação completa com CID e impacto funcional — Laudos com diagnóstico, como a doença afeta atividades diárias, trabalho e relações sociais.
  • 2Comprovação de tratamentos continuados — Histórico de fisioterapia, medicações, internações e afastamentos demonstra cronicidade.
  • 3Relatório de impacto social — Documento descrevendo como a condição limita autonomia, trabalho, estudo e vida familiar.
  • 4Preparação para a perícia — Levar documentos organizados, medicamentos, receitas e explicar ao perito as limitações reais do dia a dia.
  • 5Associar múltiplas patologias — Se há mais de uma doença, documentar todas e identificar a principal. O INSS avalia o quadro geral.
  • 6Recurso com advogado previdenciário — Se negado, recorra em 30 dias. Via administrativa (JR → CRPS) ou judicial. A maioria das negativas indevidas é revertida.
📋 Portaria 37/2026: A nova portaria eliminou a negativa automática por "grau leve". O INSS agora analisa o impacto funcional real no cotidiano — documente o que você não consegue fazer, não apenas o diagnóstico.

Será que você tem direito?

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Conteúdo informativo do Portal do BPC · CarlosCostaPrev — Especialista Previdenciário · Irajá/RJ · (21) 96423-8080
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individual do seu caso.