Falar agora →
← Início/Patologias/Síndrome do túnel do carpo e o BPC
Ortopédica · Educacional

Síndrome do túnel do carpo e o BPC e o BPC/LOAS

Síndrome do túnel do carpo raramente dá direito ao BPC porque é tratável cirurgicamente. Mas casos com atrofia muscular grave e paralisia permanente após falha cirúrgica têm chance.

BPC Deficiente❌ Raramente elegívelRaramente elegível — tratável cirurgicamente na maioria dos casos
Base legalLei 8.742/1993 (LOAS)
BenefíciosBPC (casos excepcionais pós-cirúrgicos)
ImpedimentoRaramente permanente após tratamento

CID e CIF — as duas classificações que decidem o seu BPC

CID-10 — o diagnóstico
G56.0
Síndrome do túnel do carpo

O laudo deve especificar o grau de comprometimento (leve, moderado, grave) por eletroneuromiografia e o resultado do tratamento cirúrgico quando realizado.

CIF — a funcionalidade
O que a avaliação social do INSS examina:
  • Funções sensitivas das mãosFormigamento, dormência e dor que não cedeu com o tratamento cirúrgico
  • Força e preensão manualAtrofia da musculatura tenar com perda de força de preensão e pinça — impede atividades manuais
  • Trabalho e atividades manuaisImpossibilidade de trabalhos que exijam uso repetitivo das mãos — digitação, costura, montagem
  • AutocuidadoDificuldade para segurar utensílios, escrever e realizar atividades de higiene

A perícia médica confirma o CID; a avaliação social mede o CIF. É a combinação dos dois que fundamenta o BPC.

Por que raramente dá BPC

A cirurgia de liberação do ligamento transverso do carpo resolve a compressão do nervo mediano em 85-90% dos casos. O INSS considera que há tratamento eficaz disponível e portanto a condição não é permanente na maioria dos casos.

O BPC só é viável quando há documentação de: (1) cirurgia realizada sem resultado satisfatório; (2) atrofia da musculatura tenar grave; (3) perda permanente de força e sensibilidade que inviabiliza o trabalho e atividades básicas.

Se você ainda não fez a cirurgia e o médico a recomenda, o caminho correto é o auxílio-doença enquanto faz a cirurgia e se recupera — não o BPC. O BPC é para quando todas as opções de tratamento falharam.

Documentos necessários

  • Eletroneuromiografia (ENMG)Documenta o grau de comprometimento nervoso — compressão grave com atrofia é o caso mais forte.
  • Relatório cirúrgico e pós-operatórioSe houve cirurgia, documenta o procedimento, o resultado e as sequelas persistentes.
  • Avaliação de força de preensãoDinamometria manual documenta objetivamente a perda de força — argumento importante para o perito.
  • CadÚnico atualizadoRenda per capita ≤ 1/4 do salário mínimo de todos os moradores.

Como aumentar as chances de aprovação

Independente da condição, estas 6 estratégias do estudo previdenciário aumentam significativamente as chances de aprovação no BPC:

  • 1
    Documentação completa com CID e impacto funcional — Laudos atualizados descrevendo não só o diagnóstico, mas como a doença afeta as atividades diárias, o trabalho e as relações sociais.
  • 2
    Comprovação de tratamentos continuados — Histórico de fisioterapia, medicações, exames, internações e afastamentos médicos. Demonstra cronicidade e que o tratamento foi tentado.
  • 3
    Relatório de impacto social — Documento específico do médico ou assistente social descrevendo como a condição limita atividades diárias, trabalho, estudo, autonomia e vida familiar.
  • 4
    Preparação para a perícia — Levar todos os documentos originais organizados, medicamentos em uso, receitas, exames e explicar ao perito as limitações reais do dia a dia.
  • 5
    Associar múltiplas patologias — Se há mais de uma doença, identificar a principal e documentar as secundárias como agravantes. O INSS avalia o quadro geral.
  • 6
    Recurso com advogado previdenciário — Se negado, recorrer em até 30 dias. Via administrativa (JR → CRPS) ou judicial. A maioria das negativas indevidas é revertida com documentação correta.

📋 Portaria Conjunta nº 37/2026 — o que muda para Síndrome do túnel do carpo e o BPC

A Portaria 37/2026 pode beneficiar casos com STC grave bilateral onde, mesmo com o tratamento, há impacto funcional concreto documentado. O recurso deve apresentar avaliação funcional das mãos com dinamômetro.

Erros que levam à negativa

  • STC leve ou moderada sem atrofia e sem falha cirúrgica — INSS nega sistematicamente
  • Não documentar o resultado da cirurgia e as sequelas persistentes
  • Laudo sem eletroneuromiografia — é o exame objetivo mais importante para o perito
Para STC com atrofia tenar grave e falha cirúrgica documentada, o recurso com ENMG + avaliação de força de preensão (dinamometria) tem chance razoável. A atrofia muscular visível e documentada é o argumento mais forte.

Será que você tem direito?

Análise gratuita do seu caso — sem compromisso.

Condições relacionadas

Conteúdo informativo do Portal do BPC · CarlosCostaPrev · Irajá/RJ · (21) 96423-8080
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individual do seu caso.