Falar agora →
← Início/Patologias/Vertigem e o BPC
Otorrinolaringologia · Educacional

Vertigem e o BPC e o BPC/LOAS

Vertigem episódica quase sempre é negada pelo INSS porque entre as crises o paciente tem capacidade laboral. Vertigem crônica grave e refratária com quedas frequentes documentadas é exceção.

BPC Deficiente❌ Raramente elegívelRaramente elegível — episódico e controlável na maioria dos casos
Base legalLei 8.742/1993 (LOAS)
BenefíciosBPC (casos excepcionais crônicos refratários)
ImpedimentoRaramente permanente

CID e CIF — as duas classificações que decidem o seu BPC

CID-10 — o diagnóstico
H81.1
Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)

O laudo deve especificar o tipo de vertigem (central ou periférica), a frequência das crises, os tratamentos realizados e o impacto funcional entre as crises.

CIF — a funcionalidade
O que a avaliação social do INSS examina:
  • Funções do equilíbrioInstabilidade postural crônica e desequilíbrio que persistem entre as crises
  • Mobilidade e locomoçãoRisco de quedas frequentes que impedem deslocamento seguro sem assistência
  • Funções auditivasPerda auditiva flutuante (Ménière) ou tinnitus intenso associado
  • Trabalho e atividadesImpossibilidade de atividades que exijam equilíbrio, altura ou reações rápidas

A perícia médica confirma o CID; a avaliação social mede o CIF. É a combinação dos dois que fundamenta o BPC.

Por que vertigem raramente dá BPC

A vertigem episódica por natureza tem períodos de remissão — e o INSS avalia a capacidade funcional habitual, não apenas durante as crises. VPPB é tratável com manobras de reposicionamento otolítico. Doença de Ménière responde a dieta com restrição de sódio e medicação.

O problema do "entre as crises": se entre as crises o paciente tem capacidade laboral, o INSS não considera como impedimento de longa duração que obstrua permanentemente a participação social.

Se a vertigem é secundária a uma condição neurológica grave (tumor de tronco, esclerose múltipla com acometimento cerebelar, sequelas de AVC), peça o BPC pela condição de base — não pela vertigem. O diagnóstico correto é decisivo.

Documentos necessários

  • Avaliação vestibular completa (vectoeletronistagmografia)Documenta a disfunção vestibular objetivamente — essencial para o perito.
  • Registro de quedasDiário ou relatório médico documentando quedas frequentes — argumento objetivo.
  • Posturografia computadorizadaAvalia o equilíbrio de forma objetiva — muito relevante para casos com instabilidade crônica.
  • CadÚnico atualizadoRenda per capita ≤ 1/4 do salário mínimo de todos os moradores.

Como aumentar as chances de aprovação

Independente da condição, estas 6 estratégias do estudo previdenciário aumentam significativamente as chances de aprovação no BPC:

  • 1
    Documentação completa com CID e impacto funcional — Laudos atualizados descrevendo não só o diagnóstico, mas como a doença afeta as atividades diárias, o trabalho e as relações sociais.
  • 2
    Comprovação de tratamentos continuados — Histórico de fisioterapia, medicações, exames, internações e afastamentos médicos. Demonstra cronicidade e que o tratamento foi tentado.
  • 3
    Relatório de impacto social — Documento específico do médico ou assistente social descrevendo como a condição limita atividades diárias, trabalho, estudo, autonomia e vida familiar.
  • 4
    Preparação para a perícia — Levar todos os documentos originais organizados, medicamentos em uso, receitas, exames e explicar ao perito as limitações reais do dia a dia.
  • 5
    Associar múltiplas patologias — Se há mais de uma doença, identificar a principal e documentar as secundárias como agravantes. O INSS avalia o quadro geral.
  • 6
    Recurso com advogado previdenciário — Se negado, recorrer em até 30 dias. Via administrativa (JR → CRPS) ou judicial. A maioria das negativas indevidas é revertida com documentação correta.

📋 Portaria Conjunta nº 37/2026 — o que muda para Vertigem e o BPC

A Portaria 37/2026 pode beneficiar casos onde a vertigem crônica gera impacto funcional concreto e documentado mesmo classificada como condição "leve". Mas sem evidência objetiva de desequilíbrio permanente e quedas frequentes, a chance continua baixa.

Erros que levam à negativa

  • VPPB — tratável com manobra de Epley, INSS nega
  • Vertigem episódica sem documentação objetiva de desequilíbrio permanente
  • Não associar condição de base neurológica quando ela existe — o diagnóstico principal é decisivo
Para vertigem crônica refratária com quedas frequentes documentadas e avaliação vestibular objetiva, o recurso tem chance razoável. Para VPPB sem complicações, o BPC é praticamente inviável — o foco deve ser em outras condições associadas se existirem.

Será que você tem direito?

Análise gratuita do seu caso — sem compromisso.

Condições relacionadas

Conteúdo informativo do Portal do BPC · CarlosCostaPrev · Irajá/RJ · (21) 96423-8080
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individual do seu caso.